20 de julho de 2010

Graças a Deus...

Sábado fez 3 anos que a gente nasceu de novo.
Era 17 de julho de 2007. O Bruno estava para completar 1 mês de vida no dia seguinte.
Estávamos, o Alexandre e eu, EXAUSTOS.
Na televisão só se falava do acidente com o avião da TAM (aquele que caiu do outro lado da pista em cima de uma prédio também da TAM). O noticiário tinha fogo e chuva para todos os lados, desabamentos, comoção geral... E nós envolvidos com choro de rescém nascido, fraldas, etc... Quem tem filho sabe que esse primeiro mês é realmente ALGO de estressante...

Então... Lá pelas 23:30, o Alexandre colocou todas as mamadeiras e chupetas para fever em uma panela, com a finalidade de esterilizar. Eu fui para o quarto com o Bruno beeeeeeeeeeem bebê (ui, tão pequetito... lágrimas agora...). Ele finalmente tinha dormido! Estava frio, ligamos o ar condicionado no quente e fechamos a porta.
Deitei aliviada.
Em seguida, o Alexandre veio e se deitou do meu lado.

Lá pela meia noite, o telefone toca... E toca... Só que a gente custou a ouvir, graças a porta fechada e sono profundo... Atendi - era meu pai.

"ONDE VOCÊS ESTÃO???"

Oras, que pergunta... meia noite! "Estamos em casa né, pai! Dormindo!!!"

"MAS O APARTAMENTO DE VOCÊS ESTÁ PEGANDO FOGO!"

Gente, que desepero... De repente, levantamos em sobressalto. E de repente pudemos ouvir, tudo ao mesmo tempo, batidas fortes na porta, toque insistente do interfone e... a sirene dos bombeiros...

Bom, quem nos conhece sabe que moramos no 11 andar, e definitivamente não dava de pular a janela.
O Alexandre saiu correndo e viu que o apartamento estava todo branco de fumaça.
O porteiro, um homem de 2 metros de altura já estava pronto para arrombar a porta, quando o Alexandre conseguiu abrir.

Aí eu ouvi os gritos da minha vizinha de cima (de roupão e pantufas no corredor) "ANDRÉA,TIRA JÁ O TEU NENÊ DAÍ!!!"

Embrulhei o Bruno e saí correndo.
Aí de repente gritaram pra eu voltar pro quarto - o único lugar sem fumaça do apartamento.

Voltei pro quarto com o pacotinho de embrulho onde eu tinha guardado o bebê... Recoloquei no berço. Ele nem se mexeu. Nem se deu conta da confusão.

Além da vizinhança toda no corredor, do porteiro branco de susto e da fumaçada, os bombeiros já vieram subindo prédio a dentro, com um cilindro de metal gigante e pesado, que em princípio eles usariam para arrombar a porta.

Que mico né? Uma panela derretida, com todas as mamadeiras e chupetas dentro... Por pouco não pegou fogo em tudo mesmo! Ou no mínimo o fogo ia apagar e o gás ficar vazando... Vazando... Até que de manhã minha empregada ia chegar no quarto e perceber que a gente não acordava mais...

Ui...
Só de pensar nem dormimos mais! Nem nós, nem meus pais...

Aliás, como meu pai entrou na história?

Depois da fumaça invadir o apartamento do vizinho de cima e ele e o porteiro tentarem de todo jeito nos acordar, ele ligou para o meu pai.
"Onde está a Andréa, o Alexandre e Bruno"
"Acho que em casa... Porque?"
"Porque o apartamento deles tá pegando fogo..."

:)

Sabem o pior da história? Não tinha sido a primeira panela queimada...
E ainda assim só compramos um esterilizador quando nasceu a Manuela... hehehehe...

3 comentários:

Joy disse...

Já conheço a história, mas com certeza essa passará de geração em geração... rsrs. Q bom q Deus cuida de nós... de uma forma ou outra Ele sempre nos acorda, hehe. Bjaooo

Elisa disse...

Me arrepio toda ao ler, apesar de saber um pedaço da história, é sempre bom relembrar o cuidado e carinho que Deus tem conosco... ainda bem que tudo ficou bem! :) Louvo à Deus pela vida de vcs! Beijos com saudades

Cláudia disse...

Eu desconhecia a história! Caraca! Já queimei alguns bicos de mamadeira e chupetas, mas nunca ofi tão longe, graaaaças a Deus! E graças a Deus pelo livramento dado a vocês! Que loucuuuuuuuuuuuuuuraaa! PAPAI é mto bom!
Beijão!